Na tarde deste domingo (6), a última mesa de debate do Tacacá Literário, “Quando o Crime não compensa”, norteou o encontro dos autores Alberto Mussa e Flávio Carneiro, na 1ª Bienal do Livro Amazonas, que encerra suas atividades nesta noite. Mesmo sem uma grande tradição no país, a literatura policial brasileira tem produzido bons livros e conquistado um público fiel.

“A literatura brasileira de romance policial não tem tradição como a literatura inglesa, por uma série de razões. Percebemos essa ausência deste o século 19, quando o Brasil sofreu influência da literatura portuguesa e francesa”, destacou Mussa.

Para o escritor e roteirista Flávio Carneiro, o interesse pelo romance policial ainda é pequeno. “A literatura de romance policial, por ter pouca tradição, não tem um padrão, além de ser considerada uma subliteratura”, avaliou.

Os autores consideram que muitos autores brasileiros não se sentem à vontade para abordar a temática, porque o que geralmente desperta a atenção dos leitores são temas como aventura e natureza. Eles defenderam ainda que há certo preconceito da crítica literária.

Durante a discussão, os convidados abordaram as características, peculiaridades e diferenças em relação a escolas consagradas como a norte-americana e a inglesa.

A 1ª Bienal do Livro Amazonas integra o programa ‘Mania de Ler’ do Governo do Estado do Amazonas, com patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura do Amazonas (SEC), patrocínio da Visitação Escolar da Eletrobrás, apoio cultural da Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (SEDUC), apoio institucional do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e realização da Fagga | GL exhibitions.

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